Mesmo quando isso parece impossível. Mesmo quando cada batida do ponteiro dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, como guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim."
Desperdiçei tempo demais da minha vida sofrendo por um amor tolo, confiei demais em quem não devia. Chorei por quem não merecia, sorri menos do que gostaria. Troquei de opiniões milhares de vezes, mas no fundo, continuava a mesma. Me refiz em inúmeras tentativas, para não cansar de mim. Já tive minha época de pequena princesa, esperando ansiosamente seu príncipe encantado. Hoje em dia guardo apenas lembranças boas, ou pelo menos tento. Estou em uma nova fase, desvendando mais uma incógnita desconhecida. Não caio mais, pois tropeçando aprendi a manter o equilibrio, até mesmo depois de empurrões. Não choro mais, gastei todas as lágrimas em um pretérito não muito distante. Só me resta esse espaço vazio no peito, essa falta do que sentir. Mas é melhor assim.